SEARA DA CIÊNCIA
CURIOSIDADES DA FÍSICA
José Maria Bassalo


Faraday, Whewell e a Eletrólise. .
A ação química da eletricidade - eletrólise ("afrouxar com a eletricidade") - foi descoberta pelo físico e químico inglês Michael Faraday (1791-1867), em 1833, e descrita em seu famoso tratado Experimental Researches in Electricity, composto de três volumes, publicados em Londres, entre 1839-1855. Faraday chegou a essa descoberta observando que a corrente elétrica ao ser conduzida através de soluções químicas, fazia com que os metais dissociados dessas soluções se depositassem em barras metálicas nelas introduzidas. Uma das publicações da Royal Society of London daquela época registra a correspondência entre Faraday e o filósofo britânico William Whewell (1794-1866) - o criador dos termos cientista e físico, em 1840 -, tratando dos nomes que deveriam ser dados àquelas barras metálicas, Faraday sugeriu uma série deles: "voltaodo" e "galvanodo", "dexiodo" e "esquiodo", "esteodo" e "oesteodo", e "zincodo" e "platinodo". Porém, em sua resposta, Whewell foi bastante conciso: Meu caro senhor ... sinto-me disposto a recomendar ... anodo e catodo. É oportuno registrar que as Leis da Eletrólise descobertas por Faraday são as seguintes (na linguagem atual): 1ª. A massa da substância depositada ou liberada sobre os eletrodos é proporcional à quantidade de eletricidade que passa pela solução; 2ª. A massa de uma substância liberada por uma certa quantidade de eletricidade é proporcional ao peso atômico do elemento liberado e inversamente proporcional à sua valência. Essa segunda lei é traduzida pela expressão: , onde Q é a carga elétrica requerida para depositar ou liberar uma massa m, F é a constante de Faraday (F = 9,648670x104 coulombs/mol), z é a carga do íon, e M é a massa iônica relativa.