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CURIOSIDADES DA FÍSICA José Maria Filardo Bassalo www.bassalo.com.br |
Einstein e o Campo Unificado. Depois de formular a Teoria da
Relatividade Geral (TRG), em 1915, conforme vimos no item 2.6, no qual mostrou
a relação entre Geometria e Gravitação, Einstein começou a pensar na
possibilidade de haver também uma relação entre a Geometria e a Eletrodinâmica
e, com isso, geometrizar a Física, isto é, Unificar a Física. Registre-se que
por essa época, só eram conhecidas duas forças na Natureza: Força de Gravitação
Newtoniana (1687) e Força Eletromagnética Maxwelliana
(1873). Uma primeira tentativa de unir a gravitação
com o eletromagnetismo foi apresentada, em 1914 (Zeitschrift für Physik 15, p. 504), o físico franco-finlandês
Gunnar Nordström (1881-1923). Mais tarde, em 1918 (Sitzungsberichte Preussische Akademie der Wissenschaften, Part 1, p. 465), o matemático
e físico alemão Hermann Klaus Hugo Weyl (1885-1955)
tentou essa unificação usando a TRG e os conceitos de transporte paralelo de um vetor e conexão
afim simétrica formulados, respectivamente, pelos matemáticos, o italiano Tullio Levi-Civita (1873-1941), em 1917 (Rendiconti del Circolo Matematico de Palermo 42, p. 173) e o alemão Gerhard Hessenberg (1874-1925), em 1918 (Mathematische Annalen 78, p. 187). Em 1919, inspirado no trabalho de Weyl,
o matemático e lingüista alemão Theodor Kaluza
(1885-1954) discutiu com Einstein uma nova possibilidade de unificar o
eletromagnetismo com a gravitação, por intermédio de uma generalização da
Teoria Geral da Relatividade (TGR) (esta havia sido desenvolvida por Einstein,
em 1915). Para Kaluza, a TGR poderia ser generalizada
para um espaço de cinco (5) dimensões, na qual a quinta dimensão era comprimida
em um pequeno círculo. Desse modo, as equações de Einstein (ver item 2.6)
do campo gravitacional escrita em cinco dimensões, reproduzem as usuais
equações einsteinianas em quatro dimensões, acrescidas de um conjunto de
equações que representam as equações de Maxwell do campo
eletromagnético. Provavelmente na conversa referida acima, Einstein haja
discutido com Kaluza sua ideia
de que as partículas eletrizadas eram mantidas juntas por forças
gravitacionais, segundo seus artigos publicados também em 1919 (Sitzungsberichte Preussische Akademie der Wissenschaften, Part 1, p. 349; 463). Nestes
artigos, Einstein sugeriu que o tensor energia-matéria (
onde Também em 1921 (Proceedings of the Royal Society of London
99, p. 104), o astrônomo inglês
Sir Arthur Stanley Eddington (1882-1944) publicou um
artigo no qual propôs a unificação entre a gravitação e o eletromagnetismo
seguindo a mesma ideia de Weyl. Em 1923 (Scripta Jerusalem Universitat
1, No.
7), com a colaboração do físico alemão Jakob Grommer
(1879-1933), Einstein escreveu um trabalho no qual estudaram as soluções de
singularidades-livres da Teoria de Kaluza. Ainda em
1923 (Sitzungsberichte Preussische Akademie der Wissenschaften,
p. 32; 76; 137; Nature 112,
p. 448), Einstein apresentou um esboço não-matemático de uma generalização da
geometria riemanniana, na qual englobaria em um campo
total, conhecido desde como campo unificado,
os campos: gravitacional e eletromagnético. Ele voltou a esse mesmo tema, em
1925 (Preussische Akademie der Wissenschaften zu Berlin, Mathematisch-Physikalische Klasse,
Sitzungsberichte, p. 414). Em 1926 (Zeitschrift für Physik 37, p. 895; Nature 118, p. 516), o físico
sueco Oskar Benjamin Klein (1894-1977) contornou a
dificuldade apresentada pela Teoria de Kaluza,
afirmando que a não observação da quinta dimensão kaluziana
devia-se ao fato de que o raio do pequeno círculo considerado naquela teoria
era da ordem de 10- A busca de Einstein pelo campo unificado foi objeto de várias
notícias nos jornais do mundo inteiro. Vejamos como essas
notícias foram divulgadas, usando para isso os textos: Andrew Robson
(Organizador), Einstein: os 100 anos da
Teoria da Relatividade (Campus/Elsevier, 2005), e
Walter Isaacson, Einstein:
Sua Vida, seu Universo (Companhia das Letras, 2007)]. Com efeito,
como Einstein vinha trabalhando nessa unificação em 1923 e 1925, como
escrevemos acima; em 1927, em colaboração com Grommer
(Preussische Akademie der Wissenschaften, Physikalisch-Mathematische
Klasse, Sitzungsberichte, p.
2) e, isoladamente (Preussische Akademie der Wissenschaften, Physikalisch-Mathematische
Klasse, Sitzungsberichte, p.
23; 235; Mathematische
Annalen 97,
p. 99); e em 1928 (Preussische Akademie der Wissenschaften, Physikalisch-Mathematische
Klasse, Sitzungsberichte, p.
217; 224), a mídia escrita esperava por esse seu trabalho que seria tão
revolucionário como fora o da TRG. Assim, nos dias 04 e 14 de novembro de 1928,
o The New York Times (TNYT) publicou, respectivamente, as
seguintes manchetes: - Einstein, às
vésperas de uma grande descoberta, lamenta intrusão; e Einstein reticente sobre o novo trabalho; não contará com “ovos antes
da hora”. Por fim, no dia 10 de janeiro de 1929, seu amigo, o físico alemão
Max Karl Ernest Planck (1858-1947; PNF, 1918) apresentou à Academia Prussiana de Ciências (APC), em Berlim, o artigo de
Einstein intitulado Einheitliche Feldtheorie (“Sobre
a Teoria do Campo Unificado”) e que foi publicado no dia 30 de janeiro de 1929
(Preussische Akademie der Wissenschaften, Physikalisch-Mathematische
Klasse, Sitzungsberichte, pp.
2-7). Este artigo, de seis páginas, teve manchetes nos dias 03 e 04 de
fevereiro de 1929, respectivamente, no TNYT e no The Times, de Londres, nas quais diziam que Einstein havia conseguido
formalizar o campo unificado. O The New York Herald Tribune publicou o artigo inteiro, incluindo as
expressões matemáticas, que foram elaboradas por professores de física da Universidade de Columbia para que
pudessem ser transmitidas de Berlim, por telégrafo. A mídia jornalística
promoveu tanto esse trabalho de Einstein, que fora baseado na ideia que tivera sobre o paralelismo distante (“Fernparallelismus”),
que a APC preparou e vendeu quatro mil cópias desse artigo. Em Londres, as seis
páginas foram coladas lado a lado nas janelas da Loja de Departamentos Selfridges, para
chamar a atenção de prováveis clientes. Isso deu ensejo a uma carta enviada pelo astrônomo inglês Sir Arthur Stanley Eddington (1882-1944), no dia 11 de fevereiro de 1929, para
seu amigo Einstein dizendo-lhe, em tom de brincadeira: - Multidões se amontoavam para lê-los. Note-se que, ainda em 1929 (Mathematische Annalen 102, p. 685; Preussische Akademie der Wissenschaften, Physikalisch-Mathematische
Klasse, Sitzungsberichte, p.
156), Einstein voltou a trabalhar com o paralelismo
distante e com um princípio variacional, respectivamente, para obter o campo unificado. É interessante observar que
o paralelismo distante permitia
unificar a gravitação com o eletromagnetismo por intermédio de um campo
tetrada
(“tetrad field”),
isto é, um campo de bases ortonormais de espaços
tangentes em cada ponto de uma variedade tetradimensional. Esse campo permitia
a comparação distante das direções dos vetores tangentes em diferentes pontos
da variedade: daí o nome paralelismo
distante. Assim, cada ponto da variedade era definido por quatro vetores tetrados, com 16 componentes: 10 representavam o campo
gravitacional e 6 o campo eletromagnético. (Tilman Sauer, arXiv: 0405142v1:[physics.hist-ph], 26 May
2004). É oportuno destacar que, em 1922 (Comptes Rendus Hebdomadaires
des Séances de l´Académie des
Sciences de Paris 174, p. 437; 593), o matemático francês Elie Cartan
(1869-1951) usou, pela primeira vez, o campo
tetrada e as formas diferenciais na TRG.
Assim, considerando uma conexão afim não simétrica (espaço
com torsão), ele generalizou a Teoria da Gravitação
de Einstein. Em 1923 e 1924 (Annales de la École
Normale Supérieure de Paris
40; 41, p.325; 1) Cartan continuou seu
trabalho sobre aquele tipo de conexão, que resultaram na hoje Teoria dos Fibrados, ou Geometria de Cartan,
na qual o conceito de transporte paralelo faz o mesmo
papel de distância (geodésica)
na Geometria Riemanniana. Note que essa Teoria da
Gravidade de Einstein-Cartan ou Universo de Einstein-Cartan,
permitiu tratar espaços-tempos com torção, assim como de curvaturas. [Sobre as formas
diferenciais, ver: José Maria Filardo Bassalo e Mauro Sérgio Dorsa Cattani, Cálculo
Exterior (Livraria da Física, 2009)].
O argumento do paralelismo distante foi muito
criticado, principalmente por Eddington e pelo físico
austríaco Wolfgang Pauli Junior (1900-1958; PNF,
1945) que, em carta de 19 de dezembro de 1929, disse que Einstein
.. havia “traído” sua teoria da relatividade
geral,... ter
passado para o lado dos matemáticos puros... em um
ano, se não antes, terá abandonado toda
essa coisa de paralelismo distante, assim como já desistiu da teoria das
funções afins. Aliás, é oportuno registrar que Pauli,
em 1921 (Encyklopäedie der Mathematischen
Wissenschaften, mit
Einschluss iher Anwendgungen 5:
Physik, p.
539) já se mostrara cético com
relação ao campo unificado de
Einstein. Apesar das críticas sobre a
busca do campo unificado (embora
tenha logo abandonado o paralelismo
distante, como previra Pauli), Einstein continuou
nessa busca até morrer, em 1955, realizando trabalhos isolados
ou com colaboradores, usando, basicamente, a Teoria de Kaluza-Klein
penta dimensional (TK-K5), ou alguma outra variante, envolvendo semivetores, bivetores e spinores. Esses trabalhos foram os seguintes: Einstein, em
1930 (Preussische Akademie der Wissenschaften, Physikalisch-Mathematische
Klasse, Sitzungsberichte, p.
18; 401; Science 71,
p. 608; Annales de l´Institut
Henri Poincaré 1, p. 1; Forum Philosophicum 1, p. 173; Die Koralle, p.
486; The Yale University Library Gazette 6, p. 3) e com a colaboração de seu
assistente, o físico austríaco Walther Mayer (1887-1978) (Preussische Akademie der Wissenschaften,
Physikalisch-Mathematische Klasse,
Sitzungsberichte, p. 110); Einstein, em 1931 (Science 74,
p. 438) e com a colaboração de Mayer
(1887-1978) (Preussische Akademie der Wissenschaften, Physikalisch-Mathematische
Klasse, Sitzungsberichte, p.
541); Einstein, em 1932 (Preussische Akademie der Wissenschaften, Physikalisch-Mathematische
Klasse, Sitzungsberichte, p.
130; 522), em 1933 (Koninklijke Akademie von Wetenschappen te Amsterdam Proceedings 36,
p. 497; 615) e, em 1934 (Annals of Mathematics 35,
p. 104). Em 1938 (Annals of Mathematics 39,
p. 683), Einstein e o físico alemão o físico alemão Peter Gabriel Bergmann (1915-2002) deduziram a equação do campo
unificado penta dimensional (gravitação + eletromagnetismo) por
intermédio de um princípio variacional. Ainda em 1938 (Annals of Mathematics 39,
p. 65), Einstein e os físicos, o polonês Leopold
Infeld (1893-1968) e o inglês Banesh
Hoffmann (1906-1986) trataram, simultaneamente, o campo gravitacional e o
movimento de suas fontes singulares; estudo esse que voltou a ser tratado por
Einstein e Infeld, em 1940 (Annals of Mathematics 41, p. 455). Em 1941 (Theodore
von Karman
Anniversary Volume, p. 212), Einstein e os
físicos alemães Valentin Bargmann (1908-1989) e Bergmann estudaram aquela unificação usando um espaço de
cinco (5) dimensões; em 1944, Einstein e Bargmann (Annals of Mathematics 45,
p. 1) e Einstein (Annals of Mathematics 45,
p. 15), usando campo bivetoriais. Em 1949 (Canadian Journal of Mathematics 1, p. 209),
Einstein e o físico polonês Leopold Infeld (1893-1968) e, em 1950 (Canadian Journal of Mathematics 2,
p. 120), publicaram artigos nos quais propuseram uma nova Teoria do Campo Unificado por intermédio de um tensor métrico que
generalizava a estrutura do espaço-tempo, com a sua parte simétrica
representando o campo gravitacional, e a parte anti-simétrica, o campo
eletromagnético. O último trabalho de Einstein sobre o campo unificado foi uma pequena nota com o seguinte título: A Comment on a Criticism of Unified Field Theory e publicada, em 1953 (Physical Review 89, p. 321). A unificação entre a força
gravitacional e a força eletromagnética também foi objeto de pesquisa de outros
físicos. Vejamos alguns exemplos. Com efeito, em 1926, os físicos, o alemão
Heinrich Mandel (Zeitschrift für Physik 39, p. 136) e o russo Vladimir Aleksandrovich Fock (1898-1974) (Zeitschrift für Physik 39,
p. 226) e, em 1927, Mandel (Zeitschrift für Physik 45, p. 136; 226) e Fock
(Zeitschrift für Physik 57,
p. 261) trabalharam no campo unificado
usando cinco dimensões. Em 1933 (Annales de Physique Leipzig 18,
p. 305; 337), Pauli desenvolveu uma Teoria da
Relatividade em cinco dimensões, conhecida como Relatividade Projetiva, na qual há uma tentativa de unificar os
campos: eletromagnético e gravitacional. Em 1954 (Physical Review 96, p. 1683), o físico indiano-norte-americano Suraj
N. Gupta (n.1924) também tentou unificar a gravitação com o eletromagnetismo. Uma interessante relação
entre a gravitação e o eletromagnetismo foi apresentada, em 1955
(Physical Review 97, p. 511), pelo físico
norte-americano John Archibald Wheeler
(1911-2008). Como Einstein mostrara que a luz é
influenciada pela gravidade (encurvamento da luz), Wheeler
então propôs que a gravidade seria influenciada pela luz e, desse modo, pensou
então que a luz não só é afetada pela gravidade, mas, também, ela própria pode
criar gravidade. Aliás, isso não era novidade, observou Wheeler,
uma vez que a Relatividade Restrita Einsteiniana, de 1905, indicava que, como toda
energia é convertível em massa, a energia poderia ser então uma fonte de
gravidade. Desse modo, veio-lhe a ideia de criar uma
entidade hipotética, o geon (g de “gravidade”, e de
“eletromagnetismo”, e on
da palavra raiz de “partícula” – elétron, próton, nêutron, méson,
píon etc.). Tal entidade significava o seguinte: a
luz circulando em torno de um centro e mantida por sua própria gravidade. Ou
seja, ela representava um campo gravitacional feito inteiramente de campo
eletromagnético, isto é, uma entidade “massiva sem massa”. Nesse artigo, Wheeler tratou de geons esféricos e toroidais constituídos de luz e, também, de neutrinos.
Quando Wheeler teve uma primeira ideia,
em 1954, sobre o geon, isto é, um toro
(“rosca”) de luz do tamanho do Sol com a massa equivalente a milhões de sóis –
enviou-o a Einstein. Em conversa telefônica, Einstein disse-lhe que já havia
pensado numa entidade desse tipo, energia comprimida, porém em tamanho muito
menor. No entanto, descartou-a por ser “não-natural”. Apesar de suas equações
relativistas permitirem uma solução desse tipo, esta não seria estável,
concluiu Einstein naquela conversa telefônica. É ainda oportuno destacar que,
ainda nesse seu trabalho, Wheeler discutiu a ideia de “carga sem carga”, que decorreu da seguinte
questão que ele colocou: - Se a Teoria
Quântica controla o campo elétrico, o campo magnético e o campo do neutrino,
não poderia elas também controlar o campo
gravitacional e o próprio espaço-tempo gerador deste último? A resposta a
esta questão foi dada por Wheeler por intermédio dos
conceitos de buraco de minhoca (“wormhole”) e de espuma
quântica (“quantum foam”), em trabalhos subsequentes, dentre os quais o que realizou, em 1957 (Annals of Physics-NY 2, p. 525) com o físico norte-americano
Charles W. Misner (n.1932), no qual discutiram a
gravitação, o eletromagnetismo, a carga não-quantizada e massa como propriedades
do espaço vazio curvado. Nesse artigo, eles mostram como extrair os campos elétrico e magnético da curvatura do espaço tempo
e, também, apresentam a ideia de buraco de minhoca, que
são buracos (“holes”) no espaço múltiplo conectado,
pelos quais as linhas do campo elétrico (este extraído da curvatura do
espaço-tempo) aparecem e desaparecem. Registre-se que, como no eletromagnetismo
as linhas de força do campo elétrico vão de uma carga positiva para uma
negativa, essa ideia do wormhole explica a razão de ser o
geon uma “carga sem carga”. Mais detalhes
sobre esses trabalhos de Wheeler, ver: John
Archibald Wheeler and Kenneth Ford - Geons, Black Holes
and Quantum Foam – a Life in Physics (W. W. Norton and Company, 1998).
Por fim, em 1971 (Revista
Brasileira de Física 1,
p. 91), o físico brasileiro Mário Schenberg
(1914-1990) apresentou um novo aspecto do Campo
Unificado de Einstein, no qual o eletromagnetismo é considerado uma teoria
mais fundamental do que a gravitação, pois ele formulou a Teoria
Eletromagnética de Maxwell em uma variedade diferenciável
desprovida de qualquer métrica e estrutura afim. Desse modo, ele interpretou as
equações
de Einstein como um complemento das equações de Maxwell. Para maiores detalhes sobre a Teoria do Campo Unificado
Einsteniano, além
dos textos já citados, ver também:
Abraham
Pais, ´Subtle is the Lord...´: The Science and the Life of Albert Einstein (Oxford
University Press, 1982); Abdus Salam, IN:
Em Busca da Unificação (Gradiva, 1991); Charles W. Misner,
Kip S. Thorne and John Archibald Wheeler, Gravitation
(W. H. Freeman and Company, 1973); Michel Paty, Einstein Philosophe
(Presses Universitaires de France, 1993); e Paul
Charles William Davies and Julian Brown (Editors), Superstrings: A Theory of Everything? (Cambridge
University Press,
1989). Com a
descoberta de mais duas novas forças na Natureza, como a fraca [pelo físico
ítalo-norte-americano Enrico Fermi (1901-1954; PNF, 1938), em 1934 (Nuovo Cimento 11, p. 1; Zeitschrift für Physik 88,
p. 161)] e a forte [pelo físico japonês Hideki Yukawa
(1907-1981; PNF, 1949), em 1935 (Proceedings of the Physical
Mathematics Society of Japan 17, p. 48)], a ideia de unificar todas as
quatro forças da Natureza (gravitacional, eletromagnética, fraca
e forte)
se tornou mais complicada. Muito embora a força eletromagnética e a
fraca já esteja unificada (força eletrofraca,
responsável pela química da vida, segundo Salam, op. cit.), e a força forte
também já esteja teoricamente unificada com a eletrofraca,
por intermédio de teorias envolvendo simetrias, a unificação de todas elas
ainda hoje (janeiro de 2012) é objeto de estudo e de polêmica, principalmente
porque a inclusão da força gravitacional no esquema de
simetrias, no caso, a supersimetria, ainda
apresenta uma grande dificuldade que é a sua quantização. Fora desse
esquema de simetrias, existe a Teoria das Cordas/Supercordas,
que consegue a unificação total das forças da Natureza, porém com a dificuldade
de que essa Teoria precisa de onze (11) dimensões: dez (10) espaciais e uma
temporal. (Brian Greene, O Universo
Elegante (Companhia das Letras, 2001); --- , O Tecido do Cosmos (Companhia das
Letras, 2005); --- , The Hidden Reality (Borzoi Book, 2011).
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