Ehrenhaft:
Subelétrons, Monopolos Magnéticos,
Corrente Magnética e Magnetrólise.
A
partir de 1906, o físico norte-americano Robert Andrews Millikan
(1868-1953) e seu aluno Louis Begeman, começaram a
realizar experiências com o objetivo de determinar a carga do
elétron, partícula que havia sido descoberta em 1897 (vide verbete
nesta série). Basicamente, o método que utilizaram era o de observar a queda de
gotículas ionizadas sob a ação do campo elétrico produzido por um condensador
de placas planas paralelas. Em 1908, eles encontraram o valor de ~ 4,03 Em 21 de abril e 12 de maio
de 1910, Ehrenhaft apresentou à Academia de Ciência de Viena novos resultados de experiências sobre
a determinação do elektrische elementarquantum que foram publicados, ainda em
1910 (Anzeiger der Akademie der Wissenschaften / Viena 10; 13,
p. 118; 815). Desta vez, usando um campo elétrico na vertical, ele realizou
300 medidas da carga elétrica em partículas de platina (Pt) e de prata (Ag). Das 22
medidas consideradas por Ehrenhaft naqueles trabalhos,
ele encontrou que os valores das cargas se encontravam no seguinte intervalo: 1,38
– 7.53 É ainda interessante
destacar que Millikan também encontrou valores
fracionários para e em suas experiências realizadas entre 11 de novembro de
1911 e 16 de abril de 1912, quando trabalhou com 140 gotas. Contudo, como 82
delas apresentavam valores abaixo da média, que era em torno de 4,7 Durante anos Ehrenhaft lutou pelos seus subelétrons, conforme se pode
ver em seu artigo de 1928 (The London, Edinburgh, and Dublin Philosophical Magazine
and Journal of Science 5, p. 225), no qual ele
apresentou novas evidências de existência de cargas elétricas menores do que à
do elétron. Por outro lado, com a proposta teórica do monopolo magnético apresentada pelo físico inglês Paul Adrien Maurice Dirac
(1902-1984; PNF, 1933), em 1931 (ver verbete nesta série), Ehrenhaft
passou a realizar experiências no sentido de detectá-lo, assim como a corrente magnética decorrente do
movimento dessa “carga magnética”. Ele acreditava,
também, que a corrente magnética
poderia “quebrar” a água em pedaços, por intermédio da magnetrólise, um fenômeno
semelhante à eletrólise (ver verbete nesta série). Sua crença nesse novo
fenômeno magnético levou-o a realizar várias experiências, com equipamentos
simples, cujos resultados foram publicados em vários artigos: sobre corrente magnetica
- 1941 (Science 94,
p. 232), 1942 (Physical Review 61, p. 733), 1943 (Physical Review 64, p. 43) e 1944 (Physical Review 65,
p. 62; 256; Nature 154,
p. 426); sobre magnetrólise:
1943 (Physical Review 63, p. 216; 461), 1944 (Physical Review 65, p. 287). Para detalhes dessas
experiências de Ehrenhadt, ver os sítios: en.wikipedia.org/wiki/Felix_Ehrenhadt; www.rexresearch.com/ehrenhadt. Como os resultados observados
por Ehrenhadt não foram confirmados, os cientistas
passaram a não acreditar nele, considerando-o um dissidente e até mesmo maluco.
Quando ele aparecia em reuniões científicas e começava a discutir seus trabalhos,
sempre era gentilmente convidado a se retirar, caso se tornasse inconveniente.
O filósofo e historiador da ciência, o norte-americano Robert P. Crease (n.1953), em seu livro intitulado Os 10 mais belos experimentos científicos (Jorge Zahar,
2006), registra um fato curioso acontecido como uma das “maluquices” de Ehrenhaft, fato esse também narrado pelo físico
holandês-norte-americano Abraham Pais (1918-2000) em seu livro A Tale of Two Continents: A Physicist´s Life
in a Turbulent World (Princeton University Press, 1997). Entre 19
e 21 de setembro de Concluindo este verbete é oportuno
registrar que, apesar de haver sido anunciado que o monopolo magnético havia sido descoberto, em 1975 (Physical Review Letters 35, p. 487), por P. B. Price, E. K. Shirk, W. Z. Osborne
e L. S. Pinky, e por Blas
Cabrera, em 1982 (Physical Review Letters 48,
p. 1378), os resultados dessas experiências até o momento (maio de 2010) nunca
foram confirmados. Uma outra previsão teórica da
existência do monopolo magnético (M) foi apresentada, em 1974, pelos físicos, o russo Aleksandr Morkowitsch Polyakov (n.1945) (Journal of Experimental and Theoretical Physics Letters 20,
p. 194) e o holandês Gerardus ´t Hooft (n.1946; PNF, 1999) (Nuclear Physics B79, p. 276), que usaram a Teoria da
Grande Unificação (vide verbete nesta série), e demonstraram que o próton
(p) é uma partícula instável, com uma vida média de 1031 anos
(lembrar que o Universo tem uma idade em torno de 13
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