A Lei de Boyle e os
Peixes. Em
verbete desta série, vimos que o físico e químico inglês Robert Boyle
(1627-1691), na segunda edição de seu livro New Experiments Physio-Mechanical,
Touching the Spring of the
Air and Its Effects (“Novos Experimentos Físio-Mecânicos,
no Tocante a Elasticidade do Ar e seus Efeitos”), publicada em 1662, ele
enunciou a seguinte Lei (hoje, Lei de
Boyle): Para uma massa de um
gás, em uma temperatura (T)
constante, o produto da pressão (P) pelo volume (V) mantem-se constante (C), ou seja: PV
= C. Mais tarde, em 1834, o
engenheiro e físico francês Benoit-Pierre-Émile Clapeyron (1799-1864), demonstrou que os gases perfeitos
satisfazem a uma equação do tipo: PV = nRT,
onde n é o número de mols (representado em moléculas-grama ou moléculas-kilograma) e R é a constante universal dos gases.
Portanto, para uma dada T, a constante C da Lei de Boyle, depende no número (n) de moléculas. Segundo o biólogo e
historiador da Ciência, o inglês Richard Dawkins
(n.1941), nascido em Nairóbi, Quênia, em seu excelente livro A Grande História da Evolução (Companhia
das Letras, 2009), ao estudar o movimento dos peixes dentro d´água, ele diz que: como os peixes não podem fazer
variar a pressão ou o volume para manter o número (n) de moléculas constante
para obedecer a Lei de Boyle (como
fazem os mergulhadores profissionais envolvidos por uma bolha contendo um valor
fixo de n, pressionando ou aliviando a bexiga natatória), os peixes ajustam o
valor de n. Assim, para afundar eles absorvem no sangue algumas moléculas de
água de sua bexiga natatória, e assim reduzem o volume. Para subir, fazem o
inverso, liberando moléculas de gás na bexiga natatória.
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