SEARA DA CIÊNCIA
COMO VIVEM AS ESTRELAS

Em 1930, o astrofísico indiano Subrahmanyan Chandrasekhar publicou um artigo que se tornou um clássico da literatura astronômica. Nesse artigo, ele demonstrou que estrelas cuja massa ultrapassa de 50% a massa do Sol não morrem de velhas. Na época, ninguém sabia direito o que acontecia com elas. De lá para cá, foi feito um enorme progresso no entendimento da formação, evolução e morte das estrelas. Hoje, com o uso dos telescópios modernos, inclusive espaciais, a astrofísica armazenou um respeitável banco de dados experimentais que vem provocando uma verdadeira revolução em nossa visão do universo. Recentemente, um novo telescópio orbital com detetores de raios-X iniciou seu trabalho de captação de mais dados nessa importante faixa do espectro eletromagnético. Esse telescópio recebeu o nome de Chandra, em homenagem ao grande astrofísico indiano.

Nessa seção especial, nosso assunto são as estrelas. Procuramos dar uma idéia de como elas se formam, como vivem, de onde tiram sua energia e, finalmente, como morrem. Como é usual em nossos relatos, tentamos explicar o que é possível sem usar matemática. No entanto, para quem acha, corretamente, que a matemática, ao invés de complicar, facilita a compreensão, acrescentamos, aqui e ali, algumas equações. Esses trechos ficam em outra cor e quem quiser pode simplesmente pulá-los e ler apenas o texto normal.

Capítulo 1: Nasce uma estrela.

Capítulo 2: Um dia do Sol.

Capítulo 3: O destino das estrelas.

Capítulo 4: Morte de uma grande estrela.

Capítulo 5: A supernova 1987A e os neutrinos.

Capítulo 6: O limite de Chandrasekhar.

Capítulo 7: O conflito entre Eddington e Chandrasekhar.

Capítulo 8: S. Chandrasekhar e o brasileiro Mário Schenberg.